quarta-feira, 17 de junho de 2009

De volta..

Esse vai e volta nos cansa tanto, que a gente tende a aceitá-lo, porque não tem saída. Se não voltarmos ao ciclo estaremos condenados a ficar a margem de muitas coisas que sonhamos. Isso também engloba a paixão. Ficamos um tempo parados e de repente voltamos ao jogo da vida, das relações humanas, do querer e não poder, do dizer, interpretar, do limite e da expressão.Pois, então digo, que, (juro que foi sem querer...aconteceu!), estou de volta.

domingo, 3 de maio de 2009

Não matem o amor!

Eu quero uma paixão que me doa o coração e me faça sentir o prazer da troca de olhares e da sinceridade de um amor novo. E quero me doar sem medo e trocar sabedoria e virtude, ângulos e pureza. Quero poder sentir o que há tempos não tenho. Sou antiga, da época em que havia romantismo, será que ainda tenho direito de ser assim? Tentam simplificar o amor de tal forma que chegam a ponto de quase assassiná-lo. Se já não o fizeram...admito, eu contribuí para a sua extinção, embalada pelos falsos sentimentos momentâneos de realização e prazer. Mas quem realmente já viveu um amor verdadeiro, sabe da impossibilidade de confundí-lo com outro sentimento e, muito menos, de substituí-lo, ignorando a sua existência.
Eu vou repetir! Talvez se eu falar mais alto alguma relíquia me escute e venha para perto de mim...Eu quero um amor! ... (eu só quero um encaixe, não precisa ser perfeito, um bom defeito tem lá seu charme...ah se tem - digo, um defeito que seja aceitável dentro da minha concepção de homem..é....eu confesso...sou exigente, mas ora, é natural, não tenho culpa se não me interesso pelos milhares de homens sem graça que existem por aí. Um homem precisa ter cheiro masculino, olhar que te absorve, sorriso que te convida, defeito aparente, pegada e não só isso..., precisa ser engraçado, educado, inteligente, criativo, sensível, ser companheiro, ser livre e louco como eu, amar música, entender o valor de um verso, ser seguro e saber refletir sobre si mesmo, e valorizar a troca de idéias, não ter a mente fechada, saber evoluir e aprender com os outros e com si mesmo...enfim...
espero que não esteja esperando uma idealização... AINDA acredito que não!

domingo, 21 de dezembro de 2008

Tanto faz.

Pensei que tanto fazia. Tanto fazia viver aquilo ou não.Eu acabara de perceber que não fazia mais sentido para mim.Talvez tivesse sido uma fase, uma maneira de desapegar de outro, sem cair no sofrimento, ou talvez tivesse sido um gostar desesperador verdadeiro que não chegou a lugar nenhum. Enfim, não tinha a menor idéia do que era, mas sabia que não queria mais. O que sentia já não me estremecia, já não me tirava do sério.Eu era simplesmente a mesma pessoa, sem nenhuma influência emocional, dominando meu coração.Venci.Pensei que estava conseguindo ficar boa na arte do equilíbrio, de saber fazer o que se acha certo e não ir contra minhas razões pelo simples querer, obedecer a impulsividade...
Me recoloquei, disse, como se dissesse para um espelho, sem medo, sem nenhum tipo de receio, e vi outro olhar, outras palavras.Sempre acreditei no poder da sinceridade, porque não há motivos para fingir o que não acontece, ser quem não se é.Disseram hoje ao jantar: "a gente precisa da confirmação do outro para ter uma opinião própria.É a partir do outro que refletimos sobre nós, é a partir da colocação alheia."Decidi que não quero ser confirmação de ninguém.Quero pessoas ao meu lado sabidas de si.Que consigam afirmar quem são e sejam próprio ídolo.Nada nem ninguém tem o poder de manipular nossos pensamentos.Não gosto, e não vou fazer a imagem de ninguém. Pessoas procuram por cada vez mais confirmações da imagem que querem passar, elas precisam, são infinitamente inseguras. Se escondem atrás de um perfil que poucos conhecem, talvez nem elas mesmas percebam, o que é provável.
Resolvi que não era mais para ser, pois ali não se chegaria a lugar nenhum.Cultivar algo sem futuro, mesmo que seja um futuro diferente, louco, não tem a menor graça.Cansa.Foi aí que caí em si e resolvi parar.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Delírios

Meu corpo se revolta e pede mais. Se contrai e nada quer. Delírios.
Quando se sente intensamente algo, seu corpo e sua alma se doam como se fosse o último momento do momentos que poderiam vir.Isso. Possibilidades.Ansiedade. Oportunidades. Juventude e o querer. O que tanto queremos?
O que tanto buscamos? Momentos de grande felicidade nos viciam a tal ponto que esperamos mais e mais por eles.Enquanto vamos vivendo, adquirimos tantas experiências e convivemos com tantas pessoas diferentes, que sugamos sem querer sugar, e doamos, sem querer doar energia, dor, alegria e diversas sensações que simplesmente saem de nós.O outro. Que poder tem este outro? Ser capaz de mudar nosso humor, nossa impressão sobre certos aspectos e como respiraremos a partir daquele momento de encontro (ou desencontro). Pele. Porque somos bichos e temos pele. Encostar. Sentir. Memória que não nos deixa em paz, cheiro, risada, como não lembrar? Enfim...
Existem pessoas que passam em nossas vidas que simplesmente não há o que fazer. Marcarão para sempre.
Corre-corre do corpo atrás do sentimento, que diz, não querer. Mas, na maioria das vezes o corpo se corrompe e deixa levar. Ele não quer nada demais, só voltar a ter aquela sensação que teve antes.Vício? Não, desejo.
O poder das palavras não ditas, das expressões não feitas, das atitudes não tomadas.Ah, que poder..capaz de revirar estômagos e criar imaginações infinitas.
Esse viver de emoções me anima, me dá ar, me dá mais vontade de estar aqui para ver qual será o próximo capítulo dessa novela real.
Que delícia é desfrutar de tudo isso.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Vai ou não vai?

Esse lenga-lenga dessa vida de gente normal me estressa. Ando por aí, vendo tanta coisa absurda, ouvindo tanta coisa, que ao mesmo tempo, penso. Equilíbrio, Priscilla, equilíbrio. Pois é. Eu falo comigo mesma e com certeza vc também já falou.Mas o que eu quero tentar dizer aqui é a minha decepção com a juventude de hoje em dia, tudo bem que tô parecendo uma velha dissertando, mas é de se pasmar.
A situação tá caótica. As pessoas que querem liberdade, quando a possuem, não usufruem de forma...(não diria correta, pois não há quem possa saber qual seja), mas diria leal. Isso. Lealdade com o verdadeiro significado da liberdade. Porque as pessoas insistem em mentir ou falar além da verdade? Falar palavras, agir de forma que sabem não ser verdadeira. Ora, se são livres, se escolheram não ter compromissos com ninguém, viver a vida dessa maneira, o melhor que têm a fazer é ser verdadeiro, é exercer sua liberdade de fazer e falar o que quiser, mas porque não ser leal com esta liberdade? Porque a usufruir mentindo? Ou se omitindo em vez de colocar "pratos limpos". (vovó total).
Se é justamente o que se quer, quando estamos livres, sem nenhum tipo de compromisso, e estamos afim somente de...de NADA (hahaha), porque não fazemos e falamos só o que realmente sentimos? Pra quê e de onde vem a necessidade do ser humano de tentar ser melhor do que o outro, ou de tentar ficar por cima em uma relação? Isso para mim, não faz nenhum sentido. E, caros, quero deixar claro aqui, que isso não é somente um desabafo (porque claro que conheço pessoas assim), mas também um assunto corriqueiro, sempre ando ouvindo histórias por aí. Quando as pessoas descobrirem que bom mesmo é sentir o prazer de dizer a verdade, seja ela qual for, e não enganar alguém (ou simplesmente iludir), aí estarão exercendo a própria libertação.
Quando vc diz não para alguém, está sendo livre, assim como quando diz sim. Quando vc não age com uma pessoa além do que sente, quando vc não fala à ela mais do que realmente pensa, está sendo livre. Sendo justo com vc e com ela.
O problema é que as pessoas são tão egoístas que acabam fazendo mal a si mesmo, pois não percebem a delícia que é ser livre de verdade.Continuemos exercendo então a nossa, já que o máximo que podemos fazer pelos outros, é falar.(escrever).

domingo, 31 de agosto de 2008

Nossas vidas vão e voltam de caminhos com uma facilidade absurda. As vezes é só dar um telefonema; outras, o destino ou sei lá o quê se encarrega de realizar a tarefa. Não sei porquê, quando algo não dá certo, temos uma impressão de que nada que possa vir será como antes e um súbito sentimento triste nos invade e pensamos que ali se foram todas as esperanças de realizações. Pois hoje, percebi que não é bem assim, ou melhor, me liguei. Existem momentos e pessoas que passam por nossa vida e, de repente, voltam.Existem quimicas que não são esquecidas, cheiros, sabores.Gestos e trocas que marcam, e por isso, não rompem a linha invisível de ligação entre as pessoas...Todos temos linhas invisíveis de relacionamento, que são criadas quando iniciamos algum.Elas podem ser bem elásticas, como quando há muita distância entre as pessoas, e podem também voltar a serem curtas, grossas, consistentes.Hoje acho que sei como é cada tipo de linha que tenho com as pessoas que me relaciono.As vezes elas se modificam, até rompem.Mas vamos falar aqui da criação de novas linhas e não de rompimentos que não merecem ser comentados.Viva as linhas de relacionamento!Que venham mais!

sábado, 30 de agosto de 2008

Verdade

A futilidade arromba o ser. Hoje em dia o que é considerado bom ataca todas as vertentes da ética, sabedoria, romantismo, e , acreditem, liberdade. Porque liberdade é você realmente poder ser o que bem entende, sem rotulismo ou políticas esmagadoras, é vestir havaiana em um pé e no outro uma bota, e não ser considerado maluco. Liberdade é poder sendo verbo. A gente cresce sendo moldado, como uma escultura - mãos delimitam nossos contornos, para onde seguiremos e até aonde podemos ir sem recuar. Somos bichos em constante apelo, constante desejo de nos descobrir. Descobrir o que é este vazio que preenche muitas pessoas, um vazio que engana muito mais a si do que aos outros, um vazio guardado no fundo, onde talvez, nem mesmo elas consigam enxergar.

Vontade de viver, de aproveitar a vida o mais intensamente possível, essa vontade que nos corrompe muitas vezes e nos faz ultrapassar todas as regras que nos foram impostas..isso para mim é liberdade.

Liberdade é dizer, fazer, ser, sem ter o mínimo de preocupação com o que o outro vá pensar.

E não intérprete isso como egoísmo, pois seria um erro.

O que tento dizer, é que tudo o que pensamos e /ou fazemos, tem :

uma explicação por trás ou;

uma intenção;

um desejo, seja bom ou ruim.

O sistema em que a gente vive não permite sermos livres, pois se assim fôssemos, seríamos jogados pra fora dele, e digo mais, até os que pensam viver fora, não vivem, pois existem vários tipos de sistemas dentro de um complexo.Diria que estes sistemas menores, que se defazam do mestre, possuem regras próprias, e por isso, continuam a ser um tipo de sistema que parece não ser pragmático, mas é, só que de outro modo.

Podem pensar que eu sou maluca, e posso realmente ser, mas o que significa isso?

As pessoas estão tão acostumadas com as mesmas atitudes, os mesmos gestos, mesmas palavras, mesmas vestimentas, mesmos papos..que qualquer ato único enseja aplausos.

Não percebem que esse ato deveria acontecer mais, por se tratar de um exemplo de fuga da rotina e da lenga-lenga das pessoas-rôbos.

Vamos ser mais nós mesmos, sem perder a ética nas relações, seja como forem.

Falar a verdade dá prazer, é uma espécie de vício, que se aprimora com o tempo, e mais prazer ainda dá quando se é sincero consigo mesmo, mesmo quando se magoa outro ser, dizendo a verdade.

Não vamos esquecer que podemos fazer e ser quem quisermos, mas respeitando o outro. Não há motivo para sermos indiferentes a outros seres humanos como nós, já que todos somos capazes de sentir os mesmos sentimentos, ainda que em momentos diferentes e por pessoas diferentes.

Por favor, vamos exercer a verdade sempre. Ainda que doa, é uma forma de enfrentar essa superficialidade que invade nossas vidas.